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Coliving x Cohousing: entenda a diferença!

Atualizado: Mar 24


O coliving e o cohousing são dois modelos de moradia compartilhada que vêm crescendo muito nos últimos anos no mundo todo, especialmente no Brasil.


Segundo um relatório divulgado pelo Global Coliving Report, somente o mercado de coliving apresentou um grande aumento de investimentos nos últimos anos: em 2018, movimentou 2,15 bilhões de dólares, e em 2019 cerca de 3,75 bilhões de dólares.


Além disso, de acordo com outro estudo feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 63% dos brasileiros entrevistados já vivenciaram morar em um cohousing, ou afirmaram que poderiam se adaptar facilmente ao estilo de vida desse modelo de moradia.


Apesar de terem propostas e características totalmente diferentes, ambos representam a ideia da moradia compartilhada, com o objetivo não somente de trocar experiências entre os inquilinos, mas principalmente de proporcionar diversos benefícios sociais e econômicos.


Isso fez com que essa tendência venha ganhando cada vez mais espaço no mercado mundial, com empresas que se dedicam a ajudar as pessoas a encontrarem seus apartamentos dos sonhos e a gerenciar seu dia a dia, assim como a Citas.


Ficou curioso para saber mais sobre esses modelos de moradia? Então você está no lugar certo!


Neste texto, explicaremos as diferenças entre o coliving e o cohousing, os benefícios dessas moradias, os custos de se morar em cada um deles e, principalmente, dicas de como manter uma boa convivência nesses imóveis compartilhados!


Antes, separamos abaixo os tópicos que serão abordados. Veja:


● O que é coliving?

● O que é cohousing?

● Qual a diferença entre coliving e república?

● Quanto custa morar em um coliving?

● Quais os benefícios?

● Dicas para manter uma boa convivência em um coliving.


Vamos começar!


O que é coliving?


O coliving é um modelo de moradia compartilhada cuja proposta é fazer com que as pessoas morem em um mesmo prédio ou casa, mas cada um com seu espaço individual.


Em outras palavras, cada inquilino terá seu próprio quarto completamente mobiliado com ou sem banheiro (dependendo do imóvel), e compartilhará todos os ambientes do imóvel como sala, cozinha e áreas de lazer, além de todas as atividades organizadas pelo imóvel.


Por ser um modelo de moradia acessível, é muito buscado principalmente por estudantes, trabalhadores, ou até mesmo pessoas que costumam se mudar com bastante frequência.


Isso acontece pois na prática, seu principal objetivo é incentivar a criação do senso de comunidade. O coliving proporciona a possibilidade de conhecer novas pessoas de diferentes idades, compartilhando espaços e experiências em grupo.


Por isso, podemos dizer que os principais fundamentos deste modelo de moradia são:


● Aproximar as pessoas visando a troca de experiências;

● Pensar no consumo focado na colaboração entre os inquilinos;

● Divisão de decisões e tarefas;

● Ter quartos privativos com o compartilhamento das áreas comuns.


Apesar de ter apresentado um grande crescimento nos últimos anos, a ideia deste modelo de moradia é um conceito antigo que surgiu há cerca de três décadas. Vamos entender mais sobre essa história!


Como surgiu?


A proposta do coliving surgiu em 1972 na Dinamarca, com a construção do primeiro edifício de moradia compartilhada nomeado Saettedammen (A represa de habitação).


No imóvel, 35 famílias possuíam suas moradias privadas e compartilhavam os espaços de convivência, além de outras atividades incentivadas como festas, eventos e até mesmo refeições em comunidade, com o objetivo de estimular a convivência em grupo.


O sucesso dessa proposta foi tão grande que poucos anos depois, este conceito acabou se espalhando para outros países.


Em 1988, por exemplo, o arquiteto Charles Durrett levou este estilo de vida para os Estados Unidos com o termo de cohousing, e criando a famosa e ainda existente The Cohousing Company, organização que acredita no convívio compartilhado como elemento essencial para uma sociedade mais sustentável.


No Brasil, este conceito começou a ganhar força pela arquiteta Lilian Lubochinski, fundadora da consultoria Cohousing Brasil.


Apesar dessa tendência ter surgido com o nome de cohousing, hoje em dia este termo se refere a um modelo de moradia compartilhada bem diferente das características do coliving que vimos acima.


Vamos entender as diferenças entre eles no próximo tópico!


O que é cohousing?


A principal característica do cohousing que o diferencia do coliving é que este modelo de moradia é similar a um pequeno vilarejo privado.


Ele funciona da seguinte forma: em um mesmo terreno ou área, cada pessoa possui sua própria casa individual, e compartilha todos os outros espaços internos e externos do local como lavanderia; jardim; cozinha; e áreas de lazer, por exemplo.


Dentre suas principais características, podemos citar as seguintes:


Arquitetura: as casas são construídas pensando em proporcionar uma maior proximidade entre as pessoas. Normalmente, uma vila de cohousing possui entre 20 e 40 casas, de frente umas para as outras e sem muros as separando;

Casa própria: cada morador possui sua casa individual;

Vida conjunta: todas as outras tarefas como cozinhar e lavar roupas, ou até mesmo atividades de lazer são realizadas em espaços compartilhados do terreno.


Além dessas, a questão ambiental é extremamente valorizada pelo cohousing. Este modelo de moradia compartilhada busca incentivar um estilo de vida sustentável, como por exemplo promover o uso de transporte coletivo ou bicicletas ao invés de carros particulares.

Dessa forma, além de incentivar um estilo de vida compartilhado, o principal pilar deste modelo de moradia é a economia de recursos naturais, prezando por uma vida mais saudável e sustentável.


Até aqui, vimos que o coliving e o cohousing são modelos de moradia bem diferentes. Mas ainda assim, muitas pessoas os confundem com outro modelo muito comum especialmente no Brasil: as repúblicas.


Apesar de funcionarem de forma parecida com os colivings, elas possuem algumas características fundamentais para diferenciação. Vamos entender melhor!


Qual a diferença entre coliving e república?


A principal diferença entre o coliving e a república vai além do fato de morar junto. Em outras palavras, não está na moradia em si, mas sim no estilo de vida de seus moradores e no senso de comunidade.


No coliving, como vimos acima, existe a proposta do compartilhamento dos espaços comuns como forma de estimular um estilo de vida colaborativo entre os inquilinos. Mas nas repúblicas, cada morador vive de forma independente.

Ou seja, apesar de nos dois modelos os inquilinos terem seus quartos privativos e compartilharem as áreas comuns, o coliving estimula a vivência em grupo, engajando os moradores a participarem de atividades e eventos para se conhecerem melhor e se ajudarem nas questões do dia a dia, o que não ocorre na república.


As repúblicas, de forma resumida e objetiva, possuem um conceito mais prático: são formadas por estudantes que dividem uma mesma casa, com quartos que podem ser privativos ou compartilhados, mas com um conceito mais prático, com o principal objetivo de abrigar os jovens por um preço acessível.


Cada um desses modelos de moradia possuem conceitos de estilo de vida bem diferentes. Por isso, é importante saber a diferença entre eles no momento em que estiver buscando seu imóvel dos sonhos.


Mas além disso, outro ponto extremamente importante e que pode fazer toda diferença nessa escolha é o preço. Afinal, quanto custa morar em um coliving ou em um cohousing?


Continue a leitura para descobrir!


Quanto custa morar em um coliving?


Não há uma resposta certa para essa pergunta.


Uma das principais características do coliving é proporcionar a moradia compartilhada a um preço acessível aos inquilinos, mas o valor do aluguel pode variar conforme uma série de fatores, como por exemplo: localização do imóvel, tamanho do apartamento e até mesmo áreas de lazer do local.


Como exemplo, de acordo com uma pesquisa feita pelo Secovi-SP (Sindicato de Habitação de São Paulo), o valor do metro quadrado na cidade pode variar entre R$ 12,92 a R$ 48,61, de acordo com o bairro escolhido.

Aqui na Citas, nossos apartamentos foram especialmente pensadas para auxiliar os inquilinos a encontrar seu apartamento dos sonhos em uma localização estratégica e a um preço que cabe no seu bolso.


Temos quartos em apartamentos compartilhados com preços a partir de R$ 1400,00, todos localizados no centro – a região mais rica e culturalmente diversa de São Paulo e com toda a infraestrutura necessária para proporcionar uma boa moradia aos nossos citadãos.


Além disso, você pode encontrar opções como: apartamentos privativos ou compartilhados; mobiliados ou semi-mobiliados; e de até 45m2 para garantir o maior conforto!


Por isso, é importante levar em consideração todos esses fatores que influenciam o preço do imóvel, especialmente para os inquilinos que estão se mudando pela primeira vez.


Temos um artigo completo em nosso blog que irá ajudá-lo nessa tarefa! Clique no link e veja: Como escolher meu primeiro apartamento?


Essa baixa precificação é com certeza um dos maiores benefícios desses modelos de moradia compartilhada. Mas além disso, existem muitas outras vantagens de se morar em um coliving ou cohousing. Sabe quais?


Quais os benefícios?


O coliving e o cohousing são modelos de moradia compartilhada que proporcionam diversos benefícios não somente para os próprios inquilinos, mas também para toda a sociedade como consequência de seus ideais.


Dentre eles, podemos citar:


● Localização privilegiada

● Otimização do tempo e praticidade

Economia de recursos e praticidade

● Networking


A localização privilegiada é talvez um dos maiores benefícios para os inquilinos. Em sua grande maioria, esses imóveis compartilhados são construídos em pontos estratégicos da cidade que facilitam a locomoção, seja por estarem próximos aos transportes públicos ou por estarem localizados em grandes avenidas.


Como o público alvo dessas moradias normalmente são pessoas mais jovens, isso é extremamente benéfico para ajudá-los em sua locomoção para o trabalho ou faculdade, por exemplo.


A segunda vantagem dessas moradias é a otimização do tempo. Como o coliving e o cohousing incentivam o compartilhamento das áreas comuns, os inquilinos podem se ajudar e dividir algumas tarefas básicas do dia a dia como limpeza e manutenção dos jardins, proporcionando maior praticidade no dia a dia.


Já no âmbito financeiro, uma vantagem extremamente valorizada pelos inquilinos é a economia de recursos. Além do valor do aluguel do coliving ser mais barato em relação aos outros imóveis, o consumo de água e energia também costuma ser menor.


Isso porque a maioria desses prédios são construídos com materiais de baixo impacto ambiental, como por exemplo utilizando painéis solares e composteiras para reutilização da água. Como consequência, essas moradias proporcionam um estilo de vida mais sustentável com menor impacto ambiental.


Por fim, a última vantagem dos colivings e dos cohousings é a criação de networking. Afinal, suas propostas são proporcionar um estilo de vida colaborativo, no qual você irá viver com pessoas de diferentes idades, culturas e personalidades, e onde dividirão todos os espaços comuns do edifício e diversas outras atividades de entrosamento.

Essa vida em comunidade pode ajudar a conhecer pessoas que tenham os mesmos interesses que você, seja no âmbito pessoal ou até mesmo profissional, possibilitando a troca de ideias, experiências e aprendizados.


Não há dúvidas de que morar em um coliving ou cohousing traz diversos benefícios para os inquilinos. Por isso, separamos algumas dicas especiais que irão ajudá-lo a manter uma boa convivência com seus colegas.


Confira o próximo tópico e descubra!


Dicas para manter uma boa convivência em um coliving


Todos sabemos que lidar com pessoas de diferentes idades e personalidades pode não ser uma tarefa fácil. Isso pode se tornar ainda mais difícil em um coliving ou cohousing, afinal, os inquilinos deverão compartilhar diversas áreas comuns e saber manter uma boa convivência a fim de evitar conflitos ou desentendimentos.


Além disso, cada moradia possui suas características, regras e estilo de vida. Dessa forma, é fundamental saber o que pode ser feito no dia a dia para manter um clima amistoso entre todos.


Por isso, separamos algumas dicas que podem ajudá-los a manter uma boa convivência com os outros inquilinos. Veja:


  1. Esteja aberto para interagir com seus vizinhos e respeite a privacidade

Se você pretende morar em um coliving ou cohousing, deve estar ciente e de acordo com os ideais desses modelos de moradia: o incentivo à convivência compartilhada e troca de experiências entre os inquilinos.


Por isso, busque interagir com seus vizinhos, conhecê-los e participar das atividades e eventos de entrosamento. Isso contribuirá para que você conheça melhor seus companheiros, e entenda os perfis e gostos deles.


Mas além disso, também é importante respeitar a privacidade de cada um. Afinal, com tanta interação social, é normal que alguém deseje ficar sozinho em seu quarto às vezes. Respeitar esse desejo é indispensável para evitar conflitos e garantir uma boa convivência.


2. Cuide dos equipamentos e utensílios compartilhados


Apesar de diversos apartamentos terem sua própria cozinha, você irá dividir e compartilhar diversos espaços e utensílios das áreas comuns do prédio como na academia por exemplo.


Para garantir que todos os moradores possam utilizá-los sem problemas, cuide dos equipamentos para que não sejam danificados ou precisem ser substituídos. Assim, todos saem ganhando e podem usufruir dos recursos do imóvel.


3. Respeite as normas do condomínio

Todo condomínio possui suas regras, como horário para funcionamento da academia e para a permissão de sons e barulhos.


O descumprimento dessas normas pode causar problemas não só com a administração do prédio, mas também com os outros moradores, especialmente em casos de inquilinos que fazem barulho após o horário permitido.


Por isso, siga todas as recomendações do imóvel a fim de evitar qualquer tipo de conflito entre os moradores e a própria administração do condomínio.


4. Seja sustentável


A sustentabilidade é uma das características mais marcantes dos colivings e cohousing. Assim como expliquei acima, a grande maioria dessas moradias são construídas visando o uso de materiais menos agressivos ao meio ambiente para inclusive, proporcionar um estilo de vida mais saudável aos seus moradores.


Dessa forma, é importante contribuir com estes ideais com ações como separar o lixo; manusear e cuidar de hortas orgânicas; e evitar o desperdício de água e energia por exemplo.


São ações simples, mas que com certeza fazem toda a diferença para manter a sustentabilidade do edifício e, principalmente, para um estilo de vida saudável e harmônico entre os moradores.


Conclusão


O mercado imobiliário dos colivings e cohousings vem crescendo cada vez mais nos últimos anos, especialmente pelas vantagens sociais e econômicas que proporcionam.


Além de proporcionarem uma enorme interação social com pessoas de diferentes lugares, idades e personalidades, são moradias financeiramente acessíveis e estrategicamente localizadas para facilitar a locomoção dos inquilinos.


Por isso, caso você esteja interessado em morar em um desses lugares, lembre-se de todas as características de cada um desses modelos que explicamos neste texto, quanto você gastará no aluguel e principalmente, como manter uma boa convivência com os outros moradores.


E lembre-se: nós temos diversas unidades de coliving localizadas em pontos estratégicos da cidade a preços acessíveis. Para saber mais, é só clicar aqui que entraremos em contato!

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