O coliving vai muito além do que ser apenas um modelo que visa a moradia compartilhada.


Com cada vez mais adeptos ao redor do mundo, sua proposta é criar todo um senso de comunidade entre seus moradores, visando a colaboração, economia de recursos e um estilo de vida mais sustentável.


Mas além disso, esse modelo também tem se tornado uma ótima solução para aqueles que tem um orçamento mais restrito, principalmente por proporcionarem um valor de aluguel mais barato em relação tanto a compra quanto a locação tradicional de imóvel.


Isso foi comprovado em uma pesquisa feita pela Today, que mostrou que 80% dos jovens da geração millenials - que têm hoje entre 25 e 39 anos - preferem alugar imóveis ao invés de comprá-los.


Para aqueles que não querem saber de roommates e desejam conquistar sua independência ao morar sozinho, optar por um coliving é um ótimo começo - e neste texto, explicaremos todas as características deste modelo que justificam seu crescimento e aumento de interesse especialmente entre os jovens.


Antes de começarmos, confira os tópicos que serão abordados:


● O que é coliving?

● Como funciona o coliving?

● Quanto custa morar em um coliving?

● Quais as vantagens do coliving?


Vamos começar!


O que é coliving?

O coliving é uma moradia compartilhada, onde cada inquilino possui seu próprio quarto mobiliado, mas divide espaços comuns como cozinha e sala de estar com outros moradores. Em um coliving as despesas costumam ser cobradas em uma fatura única, sendo considerada uma forma prática e econômica de morar.

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Além de prezar por este conceito de colaboração entre os inquilinos, outra característica dos colivings - e uma das principais vantagens que atrai especialmente jovens que desejam se mudar pela primeira vez - é ser um modelo de moradia acessível, com um preço de aluguel bem menor do que a compra de um imóvel.


Esses espaços são projetados e administrados por empresas especializadas no compartilhamento de moradias com base em três conceitos fundamentais para a convivência e troca de experiência em grupos: sustentabilidade, integração e colaboração.


Vamos explicar melhor sobre como ele funciona daqui a pouco. Mas antes, você sabe de onde surgiu a ideia do coliving? Por mais que seja um modelo que tenha ganhado força nos últimos anos, a ideia de compartilhar espaços na convivência é uma ideia antiga.


O primeiro edifício construído com base nesses conceitos foi inaugurado em 1972 na Dinamarca. Conhecido como Saettedammen (A represa de habitação), o imóvel abrigava 35 famílias, que possuíam suas moradias privadas e compartilhavam os espaços de convivência e atividades incentivadas como festas, eventos e refeições em comunidade.


O projeto teve tanto sucesso que em poucos anos acabou se espalhando e sendo aplicado em outros países como Estados Unidos, Canadá e em algumas regiões da Europa. No Brasil, ganhou força pela arquiteta Lilian Lubochinski, fundadora da consultoria Cohousing Brasil.


Mas cuidado! Apesar de ter sido replicado no país sob o nome de cohousing, este conceito representa outro modelo de moradia completamente diferente do coliving. Você sabe quais as diferenças entre eles?


Para evitar confusões, criamos um artigo completo em nosso blog com as características de cada um desses modelos e como funcionam. Clique no link a seguir e veja: Coliving x Cohousing: entenda a diferença!


Agora que já entendemos o conceito do coliving, vamos entender melhor como ele funciona no dia a dia dos inquilinos.


Como funciona o coliving?

Se você associa o coliving à falta de privacidade ou desorganização dos outros moradores, estes são clássicos estereótipos que não podem mais ficar em sua mente!


A principal característica deste modelo de moradia, como dissemos acima, é incentivar a colaboração entre seus moradores. Para isso, os inquilinos devem ajudar uns aos outros de forma que todos consigam usufruir dos espaços em comum sem prejuízo por meio da economia colaborativa.

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Essa economia defende uma forma de viver sustentável e consciente, visando a diminuição de desperdícios por meio do compartilhamento das coisas. Dessa forma, a qualidade de vida nos colivings pode ser maior, além é claro de contribuir para uma redução de custos em gastos de luz, energia e água, por exemplo.


Se as pessoas compartilham tantos espaços, não existem chances de ocorrerem conflitos ou desentendimentos?


Essa é uma dúvida muito comum quando falamos sobre o coliving, e para evitar qualquer tipo de problema entre os inquilinos, existe uma regra básica para quem deseja entrar neste mundo.


Todos os moradores dos colivings devem contribuir para a manutenção de seus três ideais de vivência em harmonia: sustentabilidade, integração e colaboração. É necessário ter consciência desses pilares que sustentam esse modelo de moradia, para que você faça sua parte perante os outros inquilinos e entenda o funcionamento do edifício. Caso contrário, você prejudicará não somente sua própria experiência, como também o dia a dia das outras pessoas.


Para quem é indicado o coliving?

Como vimos acima, antes de se mudar para um coliving, você deve saber exatamente a proposta desse modelo de moradia e avaliar se está de acordo com suas expectativas e necessidades. Isso significa que na prática, um coliving não é a melhor opção para todas as pessoas que desejam morar sozinhas.


“Você vai obrigatoriamente conviver e compartilhar espaços. Se dividir o quarto, vai dormir e acordar com um estranho. Então, é bom ter noção de respeito ao espaço físico, limites emocionais e bem-estar do outro”, conta a advogada Marilia Noelly Gois Monteiro em entrevista à ZAP Em Casa.


Em outras palavras, esse modelo é ideal para quem busca um estilo de vida mais econômico, que incentive a troca de experiências e convivência em comunidade - perfil que normalmente está mais associado a jovens, autônomos ou estudantes, por exemplo.

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Apesar disso, existem muitas famílias ou até mesmo idosos que desejam morar em um coliving especialmente pela redução de custos mensais. Inclusive, existem muitos edifícios voltados para famílias com filhos. Nesses casos, os moradores formam uma rede de apoio que auxilia nos cuidados com as crianças.


Vamos explicar melhor essa questão financeira daqui a pouco. Antes, vamos esclarecer uma dúvida muito comum entre o coliving e outro modelo de moradia muito procurado por estudantes: as repúblicas.


Qual a diferença entre coliving e República?

Muitas pessoas confundem as repúblicas com os colivings - afinal, são modelos muito parecidos onde o morador aluga um quarto individual e divide espaços em comum com os colegas. A grande diferença entre eles não está na moradia em si, mas sim no estilo de vida dos inquilinos.


De forma resumida, podemos dizer que existem três itens que diferenciam esses modelos:


● Conceito de moradia

● Perfil do inquilino

● Estrutura e gastos


As repúblicas são modelos de moradia com um conceito muito prático. Formadas por estudantes, elas podem oferecer quartos privativos ou compartilhados a um preço acessível, onde cada jovem vive de maneira independente apesar de ter que compartilhar os outros espaços da casa.


O coliving, por sua vez, estimula um modo de viver colaborativo. Sua proposta é incentivar que as pessoas se ajudem em questões do dia a dia, desde no preparo do café da manhã até no compartilhamento de roupas e objetos.


Nesses casos, a vivência em grupo é altamente estimulada, com uma série de atividades e eventos organizados pelas administradoras do condomínio para proporcionar a troca de ideias e experiências - o que não acontece nas repúblicas.


A segunda diferença entre esses modelos está no perfil de seus inquilinos. Enquanto as repúblicas são exclusivamente buscadas por universitários, nos colivings esse público se abrange.

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Qualquer pessoa pode morar em um coliving - desde um universitário até o CEO de uma grande empresa - desde que esteja de acordo com os ideais de colaboração e compartilhamento, e esteja disposto a incentivá-los em seu dia a dia.


Por fim, a última diferença entre eles diz respeito à toda funcionalidade de sua estrutura e gastos.


As repúblicas são comandadas e gerenciadas pelos próprios moradores, que definem suas regras de convivência e o que será compartilhado, e normalmente, os estudantes devem levar algumas mobílias e eletrodomésticos - tanto de uso pessoal quanto colaborativo. Além disso, os gastos mensais podem variar muito, conforme a demanda de uso e a quantidade de pessoas que moram no local.


Nos colivings, por sua vez, essa tarefa é de responsabilidade das administradoras de condomínio, que definem as melhores condutas e regras de convivência. Normalmente, o morador paga uma taxa única mensal à empresa que inclui, além do valor do aluguel, os gastos com água, luz, telefone, internet e gás - caso não seja um valor fixo, não sofrerá tantas variações como na república.


Por último, na maioria das vezes os quartos já são mobiliados com tudo o que o inquilino precisa, e conta com outros espaços abertos como academia, área de convivência, salão de jogos, sala de estudos e coworking.


São modelos bem diferentes, não é mesmo? Mas ainda resta uma grande dúvida que não esclarecemos até o momento: qual o custo médio de se morar em um coliving? Vamos descobrir!


Quanto custa morar em um coliving?

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A resposta é: depende.


Não há como estabelecer um custo fixo de se morar em um coliving, pois esse preço irá variar conforme uma série de itens como: localização do imóvel, tamanho do apartamento e as áreas de lazer.


Segundo dados divulgados pelo Secovi-SP (Sindicato de Habitação de São Paulo), o valor do metro quadrado na cidade pode variar entre R$12,92 a R$48,61, de acordo com o bairro escolhido.


Na prática, isso significa que se você optar por um prédio que esteja localizado em um dos bairros “nobres” de São Paulo como Pinheiros ou Itam Bibi, muito provavelmente o valor do aluguel será maior. Em outras regiões como o Centro da cidade, o preço pode estar mais em conta.


Aqui na Citas, todas as unidades estão localizadas no centro de São Paulo com preços a partir de R$1.250,00. Para proporcionar a melhor experiência de moradia aos nossos citadãos, oferecemos apartamentos privativos ou compartilhados; mobiliados ou semi-mobiliados - inclusive com toda a infraestrutura necessária para garantir o maior conforto aos inquilinos.


Com tantas opções e variações de preço, é importante se atentar a esses fatores antes de tomar sua decisão. Afinal, morar sozinho pela primeira vez é um grande passo, e deve ser planejado com muito cuidado para evitar qualquer tipo de surpresa no seu bolso.


Agora que já explicamos tudo o que você precisa saber sobre esse modelo de moradia, vamos falar de coisa boa! Morar em um coliving é uma experiência fantástica, e trará enormes vantagens para seu dia a dia. Vamos descobrir quais?


Quais as vantagens do coliving?

Vamos direto ao ponto. Ao escolher morar em um coliving, você terá os principais benefícios:


● Localização e acessibilidade;

● Otimização do tempo;

● Economia de recursos;

● Socialização;

A grande primeira vantagem dos colivings é sua localização privilegiada e a consequente acessibilidade aos principais pontos da cidade. Para proporcionar uma melhor qualidade de vida aos inquilinos, esses imóveis são construídos em pontos estratégicos da cidade, localizados próximos a estações de transporte público de forma que facilite a locomoção dos moradores.


Dessa forma, o tempo gasto para ir ao trabalho ou universidade, por exemplo, é reduzido e facilitado, diminuindo o estresse e consequentemente, contribuindo para a sustentabilidade - uma vez que a dependência de um carro para se locomover é praticamente excluída.


Além de contribuir para essa redução de tempo na locomoção, outro benefício que o coliving proporciona quando falamos sobre otimização do tempo é em relação às tarefas domésticas.


Com o compartilhamento das áreas comuns, os inquilinos podem se ajudar e dividir algumas tarefas básicas como limpeza e manutenção dos jardins. Isso proporciona uma maior praticidade no dia a dia, e você não precisará se preocupar em demandar grande quantidade de tempo para essas responsabilidades.


Esses itens impactam diretamente em uma terceira vantagem extremamente valorizada por quem busca morar nos colivings: a economia de recursos e a consequente redução dos gastos mensais.


Isso também faz com que o valor do aluguel em si seja menor do que se compararmos com imóveis próprios. Apartamentos que cabem no seu bolso são grandes atrativos especialmente para o público jovem, e uma ótima opção para quem precisa economizar dinheiro.


Por fim, a última vantagem do coliving é a possibilidade de socialização com pessoas de diferentes idades, hábitos e culturas, uma experiência que você não terá em um imóvel próprio.


É muito comum ver o estímulo à convivência colaborativa por meio de atividades e eventos, o que contribui para um maior entrosamento e para conhecer pessoas que tenham os mesmos interesses que você - seja no âmbito pessoal ou até mesmo profissional.


Existem desvantagens de morar em um coliving?

A única desvantagem que esse modelo de moradia pode trazer é para as pessoas que tenham dificuldade em se entrosar e relacionar - por mais que cada inquilino tenha sua privacidade em seu próprio quarto.


Por isso, é importante ressaltar algo que mencionamos acima: antes de se mudar para um coliving, esteja ciente de sua proposta de convivência colaborativa, para que sua experiência não seja desagradável e tenha surpresas indesejáveis.


Conclusão

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O coliving já é uma tendência mundial. Por mais que tenha características bem definidas e seja mais destinado a determinados perfis, esse modelo de moradia vem ganhando cada vez mais adeptos e pessoas interessadas por todos os benefícios financeiros e sociais que proporciona.



Para aqueles que estão se mudando pela primeira vez, é uma ótima opção para evitar altos gastos e não se sentir sozinho, uma vez que poderá conhecer e se entrosar com várias pessoas de diferentes idades nos espaços comuns do imóvel.


Fizemos um texto bem completo sobre quanto custa morar sozinho em São Paulo, que pode ter algumas dicas adicionais para você tomar essa decisão.


Mas lembre-se: antes de tomar qualquer decisão, avalie todos os pontos que mencionamos neste texto - localização do prédio, valor do aluguel, e princípios do coliving - para ter certeza de que esses itens estão alinhados com suas expectativas e necessidades.


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