• Vitor

Para quem não tem o dedo verde: como fazer um jardim dentro de um apartamento

Atualizado: há 2 dias



Quem nunca quis fugir para a natureza para escapar do stress da rotina na cidade? A gente sabe que conseguir ficar longe da rotina é difícil, mas nada te impede de trazer um pouco de natureza para dentro da sua casa!


Ser mãe de planta é uma ótima alternativa para quem não pode ter um pet. Elas trazem mais vida para qualquer ambiente, ficam ótimas como decoração, podem servir de companhia para quem vive sozinho e até terapia para quem precisa - sem falar que são uma forma saudável de se distrair sem sair de casa.

Começar um jardim pode parecer um desafio, principalmente para quem não tem experiência em cuidar de plantas. Mas a gente te garante que é muito mais fácil do que parece, ainda mais com algumas dicas já manjadas de quem tentou até conseguir. Por isso, nós separamos 5 dicas para você que está pensando em começar seu jardim em casa:



O que o saber antes de começar:


Primeiro, é preciso levar em conta seu estilo de vida e saber quanto tempo livre você tem para cuidar das plantinhas. Elas ficam paradinhas e dão menos trabalho que os animais de estimação, mas isso não quer dizer que você não vai ter precisar de um espaço na agenda para cuidar delas.


Se você não tiver muito tempo, escolha plantas mais rústicas, elas precisam de poucos cuidados. Espécies como suculentas, cactos e outras folhagens que possuem crescimento lento são ideais para quem tá começando.



Mas se você tem tempo para se dedicar, sinta-se livre para se aventurar: de temperos, flores, orquídeas, violetas, hortaliças e até plantas carnívoras. Importante lembrar que cada uma delas possui preferências e demandas específicas, então busque informações sobre o cultivo de cada uma.


Um ponto importante para a escolha de qual (ou quais) plantinhas você vai adotar é saber qual é a condição de luz do ambiente que você pretende deixar suas plantas. Cada uma possui uma necessidade particular de luz solar – nos apartamentos, nem sempre conseguimos oferecer exatamente o que uma espécie precisa. Mas não se preocupe, retomaremos esse tema ao longo do texto.



Quais ferramentas eu vou precisar?


Vasos e terra, basicamente.


Quanto a terra, em floriculturas ou mercados você encontra terra orgânica, ela vai atender praticamente todas as suas necessidades. Você também vai precisar de adubo, o mais comum é o Nitrogênio, Sódio e Potássio (NPK 10-10-10) e ele funciona bem com a maioria das plantas – mas se você tiver muito empolgado com as plantinhas, pode fazer uma composteira orgânica em casa


Uma dica valiosa são os vasos autoirrigáveis que ajudam muito quem tem passa muito tempo fora de casa, pois você não vai precisar ficar se preocupando em regá-las todos os dias. Não se esqueça dos pratinhos e de colocar areia neles para evitar que o mosquito da dengue faça ninho neles.


Existem kits de ferramentas para jardinagem, com pás, ancinhos e tesouras de poda – mas para quem quiser economizar, uma colher e tesoura comum são suficientes para fazer praticamente tudo.



Condições de luz:


Como falamos, avaliar a condição de luz do ambiente é essencial na hora de escolher as plantas.


Normalmente, as espécies são subdivididas em três categorias: as de sombra (que sobrevivem apenas com iluminação indireta e que podem sofrer queimaduras se expostas à luz solar direta), as de meia-sombra (se adaptam recebendo luz solar direta durante um período do dia, cerca de quatro horas) e as de sol, que só sobrevivem com longas horas de luz direta.


Plantas de Sol Pleno: aquelas que precisam de 3 ou mais horas de sol diariamente.

• Temperos (salsa, cebolinha, manjericão, alecrim)

• Chás (hortelã, camomila, boldo, etc.)

• Flores no geral

• Suculentas e Cactos


Plantas de Meia Sombra: aquelas que não toleram ambientes muito sombreados nem muito ensolarados, são ideais para ambientes internos ou com sombreados.

• Orquídeas em geral

• Folhagens delicadas (samambaias, avencas, avenca, costela de adão)


Plantas de Sombra – aquelas plantas que são naturalmente cultivadas em ambientes com pouca incidência de luz solar.

• Folhagens decorativas (aglaonema, lírio da paz, singônio, espada de são jorge).



Os primeiros passos


Antes de mais nada, vá com calma! Uma das coisas mais legais de ter plantas é que elas te ensinam a ter paciência e a respeitar o tempo delas – por isso, não deposite muita expectativa nas plantinhas. É normal errar algumas coisas no começo, mas não deixe isso te abalar: a melhor forma de aprender é arregaçando as mangas e ir experimentando para ver o que vai bem nas suas mãos. Antes de começar, imagine como você vai fazer o jardim na sua casa: avalie o espaço, veja como quais lugares recebem luz do sol em quais lugares do dia e vá até a floricultura com algumas ideias em mente. Cada espécie possui necessidades específicas, então o Google é seu amigo na hora de saber as peculiaridades de cada uma.


Uma dica valiosa para quem está começando é evitar vasos pequenos: eles podem parecer mais fáceis de manejar, mas as chances de você esquecer de cuidar dele são muito maiores. Além disso, quanto mais delicadas, mais cuidados exigem: plantas com raízes maiores tem mais chance de recuperação, caso você cometa algum erro. Por um outro lado, cactos e suculentas ocupam pouco espaço e são muito tolerantes com quem está começando, também são uma excelente opção para os jardineiros de primeira viagem.



Controle de pragas


Como se não bastasse todo o trabalho para montar e cuidar do seu jardim, existem pragas que podem destruir todo o trabalho em alguns dias. Mas não se assuste, tudo isso é natural: mantendo um olhar positivo, as pragas de jardim são indicadores de que alguma coisa está errada com a forma que você está cuidando das suas plantinhas.


As pragas são mais frequentes nas épocas quentes do ano, que são o período de reprodução da maioria dos animais – então, fica aqui mais um motivo para dobrar a atenção no jardim durante a primavera/verão. As mais comuns são:



Cochonilha:

Esse tipo de praga costuma aparecer em grupo e sempre buscam a parte dura da planta, ou seja, geralmente estão nos talos ou nos troncos – isso acontece porque esse tipo de praga gosta de sugar as partes mais rígidas da planta. Elas costumam ser brancas e meio gosmenta, às vezes também possui verruguinhas marrom.


Pulgão:

O pulgão em planta pode ser amarelo, verde ou preto, assim como no caso anterior, eles também podem aparecer em bandos. Eles parecem pequenos besourinhos, normalmente não tem casca, mas possuem olhos e pernas aparentes. Diferente da cochonilha que preferem as partes mais duras da planta, os pulgões são considerados pragas nas folhas das plantas, porém também pode se manifestar no broto, pétalas e botões.


Formigas cortadeiras:

As formigas cortadeiras são típicas de jardins maiores, elas normalmente são pretas ou vermelhas e maiores que as formigas de açúcar, por isso, a sua capacidade de depenar uma planta é mais rápida. A sua identificação pode ser mais trabalhosa, pois elas têm hábitos noturnos – mas mesmo assim você consegue saber se seu jardim foi atacado por elas, pois esse tipo de formiga deixa a borda das folhas em forma geométricas. Para evitar as formigas cortadeiras sempre acrescente matéria orgânica ao solo, pois esse tipo de praga indica que a terra está muito compactada e pobre em minerais.


É claro que essas são só algumas – existem muitas outras. Mas a prevenção é a forma mais fácil de evitar esses transtornos: não deixe suas plantas debilitada - geralmente os insetos e pragas atacam as plantas quando elas estão enfraquecidas, seja pelo excesso de calor ou de umidade, pela falta de nutrientes no solo ou pouca ventilação. Assim, para espantar as pragas, o primeiro passo é cuidar direitinho das suas plantas, para que elas possam se defender naturalmente de ataques externos.



Aprenda a ler os sinais


É importante ter em mente que não existem leis gerais para cuidar das plantinhas – você precisa aprender a entender os sinais que ela está passando e como lidar com cada um deles.


Por exemplo, a quantidade de água necessária para a planta nunca é fixa. Ela varia de acordo com as temperaturas da estação — no calor, mais água é necessária; no frio, menos. Por isso, o certo a se fazer é sentir a terra no vaso, checar se ela está seca e, a partir daí, saber se ela precisa de água ou não. Algumas gostam de um pouquinho de água todos os dias, outras preferem passar alguns dias sem.


Se a planta murcha, tem folhas manchadas ou está crescendo demais, não é à toa. Quando algo não vai bem, ela demonstra — e é necessário entender qual é o problema. Normalmente, tem a ver com falta ou excesso de água ou de luz: é muito comum as plantas secarem por falta de cuidados, mas elas também podem morrer afogadas ou queimadas de sol.


Caso as folhas da planta toda estejam murchas, provavelmente é falta de água – e caso todas estejam secando, é falta de água e excesso de sol. As regas devem ser feitas pela manhã ou no fim da tarde, para evitar que as folhas cozinhem no sol: algumas espécies gostam muito de água nas folhas, porém isso pode ser fatal para outras – vale a pena pesquisar caso à caso.


Manchas amareladas normalmente é excesso de adubo: o ideal é adubar os vasos uma vez a cada um ou dois meses, colocando o adubo o mais longe da raiz das plantas possível. Os adubos costumam vir com instruções de quantidade e como aplicar, fique atento!


Por fim, é normal as folhas mais baixas secarem e caírem. Você deve remover essas folhas quando for fazer as podas – mas preste atenção para não mexer demais nas plantas! Aprender a respeitar o tempo de cada uma é uma das partes mais difíceis de cuidar do jardim, normalmente o excesso de manuseio é mais prejudicial do que deixar de fazer uma poda. Não seja ansioso!





13 visualizações0 comentário