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Inovação, economia compartilhada - e coliving

Atualizado: Mai 15

Economia compartilhada é uma ideia que veio para ficar: unindo pessoas com interesses complementares, o objetivo é fazer com que as duas partes tenham benefícios conjuntos. Ainda que o compartilhamento não seja um modo de vida completamente novo, o que muda com a tecnologia é a facilidade de busca e contato entre as pessoas, aumentando a acessibilidade e a conveniência para os usuários. Algumas das inovações que essa ideia trouxe hoje são indispensáveis: Uber, iFood, coworkings, Mercado Livre e outros marketplaces, por exemplo, se tornaram parte do nosso dia-a-dia.


É claro que o mercado imobiliário tem suas próprias maneiras de se reinventar e acompanhar essa corrida tecnológica. Os colivings são um bom exemplo prático de como o conceito de economia compartilhada foi aplicado na maneira de se morar: além do consumo colaborativo, um forte senso de comunidade está na base de qualquer projeto de moradia compartilhada.


Dessa forma, quais são as maiores inovações que podemos esperar para esse meio - e como elas podem ser utilizadas em um coliving?



1. Casas Inteligentes: As maiores inovações certamente viriam com as “smart homes”: assistentes virtuais (como a Siri e a Cortana) podem controlar eletrodomésticos, luzes e temperatura do ar, além de reproduzir música e executar tarefas apenas com comandos de voz. Esses dispositivos já estão bem difundidos e acessíveis, como é o caso da Echo Dot da Amazon. Além da praticidade, os assistentes acrescentam muito na possibilidade de customização do ambiente: com pequenos toques, é possível personalizar um ambiente neutro com as necessidades e desejos individuais, trazendo mais identidade e intimidade – e esse é um dos maiores desafios de um espaço coletivo.


2. Digitalização: grande parte das inovações não vem somente de novas tecnologias, mas sim da articulação e integração das tecnologias existentes: se carteiras e chaves estão prestes a se tornar objetos obsoletos (com carteiras virtuais e fechaduras digitais), encontrar um lugar para morar e roommates que combinam contigo em um aplicativo de celular não é uma realidade tão distante assim: apps com o Omni, Borigo, e Meetup já reúnem pessoas por afinidades. É uma boa forma de começar a conhecer os seus companheiros antes de tomar uma decisão maior.



3. Serviços de entrega: Ainda que o iFood e serviços parecidos tenha facilitado muito a vida na hora de receber comida em casa, o trânsito pode atrasar as coisas. Mas e se fosse possível vir voando? Pois bem, possível é – e já tem gente oferecendo esse serviço. É o caso da startup Relp!, que em parceria com a SpeedBird Aero começou a oferecer um serviço de entregas rápidas para restaurantes no ano passado. E alguns prédios já possuem até heliponto para drones: a Vitacon já começou a experimentar a ideia em algumas de suas unidades.


4. Armários inteligentes: para quem não tem um heliponto, existem outras opções mais pé no chão. Armários inteligentes são uma ótima solução para locais com alto volume de entregas (ou para evitar contatos, nesse período de quarentena): o entregador deixa o produto no armário, o morador vai lá e retira com um código de acesso. Diversos serviços de entrega já possuem os armários (como os Correios, Drogasil e iFood), que estão sendo instalados em pontos estratégicos pela cidade.




5. Pods de dormir: se hostel já era uma realidade para quem está viajando e só precisa de um lugar para dormir, algumas iniciativas sugerem que quanto menor, melhor. É o caso do On Pod, um hotel de cápsulas: cada um tem acesso uma cama de solteiro e a um armário. O banheiro é compartilhado e existe uma área externa com mesas para alimentação. Ainda que a vida em cápsulas seja uma realidade em alguns lugares do mundo, a proposta do On Pod de São Paulo é outra: eles se propõem a hospedar pessoas por poucas horas ou uma noite, entre reuniões ou depois de uma festa, por exemplo - mas serve de exemplo de que sempre existe espaço para novas iniciativas, principalmente quando existe demanda.


Vivemos em um momento de revolução digital, o que permite que diversas ideias possam ser colocadas em prática de forma colaborativa. E não existem limites para a inovação: algumas inciativas transformadoras hoje são indispensáveis. Tudo isso dá dinamismo ao mercado, além de promover redução de desperdícios, acessibilidade e construção de comunidades - coisas que estão na base da cultura de co-living. Setores como os de transporte e alimentação foram transformados por inovações recentes – a tendência é que outros setores também tenham mudanças impactantes nos próximos anos.



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