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Morar sozinho pela primeira vez - 6 coisas que ninguém te contou

Então você resolveu morar sozinho. Provavelmente você está pensando nisso a um bom tempo, mas agora é real, vai acontecer! Você vai ser independente, fazer as coisas do seu jeito e realizar todos aquelas vontades que você sempre teve – sabe aquele “quando eu tiver minha casa vai ser assim”? É um passo importante e existe muita coisa para se levar em conta, mas o Citas tá aqui para te ajudar. Por isso reunimos em uma listinha algumas dicas sobre morar sozinho que talvez ninguém te contou – mas que é bom saber:


1. Faça um bom planejamento financeiro

Ok, isso é a primeira coisa que todo mundo te falou quando você disse que ia morar sozinho – mas, spoilers: você, ainda assim, vai ter algumas surpresas.

Faça um levantamento dos gastos fixos como aluguel, e despesas de consumo, como luz e água, alimentação e produtos de higiene e limpeza, transporte e internet. Essas são as despesas básicas que você vai ter todo mês e é fundamental ter isso na ponta do lápis para saber o quanto isso vai pesar no seu orçamento.

Também é bom deixar uma gordurinha para imprevistos: a resistência do chuveiro pode queimar, o registro pode começar a vazar ou talvez a sua geladeira pare de funcionar de uma hora para outra, por exemplo – a regra de ouro é que imprevistos acontecem e nunca é bom ser pego desprevenido, não é? Aqui entra a famosa “reserva de emergência”: é normal morar sozinho pela primeira vez com o orçamento apertado, mas não pode ser tão apertado a ponto de não ter nenhuma folga financeira para arcar com imprevistos.

É bem possível que, logo de cara, os custos se mostrem mais altos do que você imaginava. Se isso acontecer, veja onde você está disposto a mexer para reduzir os gastos – é nessa hora que você verá se está disposto a abrir mão de alguns confortos para morar sozinho.

Por fim, se organize com o pagamento das contas: coloque todos os pagamentos no débito automático e tente agrupá-los para a mesma data, próximo ao pagamento do salário. Outra dica é colocar lembretes no celular ou na geladeira de todos os pagamentos. O importante é não deixar de pagar nada para não perder dinheiro para os juros ou então ficar sem luz em casa – ninguém merece!

Um aplicativo para organizar suas finanças pode ajudar! Nós sugerimos o Mobills para colocar a vida em ordem, ou então um aplicativo de notas como o Trello para não se perder no meio de tantos boletos. Organização é tudo!


2. De quanto espaço você – realmente – precisa?

Procurar um lugar é uma das partes mais legais do processo de se mudar, é o momento que a gente deixa a imaginação voar vendo as inúmeras opções disponíveis – mas também é um momento que você precisa ser honesto com você mesmo. É claro que a gente sempre quer o melhor, mas é fundamental você ponderar o quanto de espaço você realmente precisa – e quanto está disposto a pagar por isso.

Digamos que você pode definir o espaço do seu primeiro cantinho pode ser o “básico”, que é aquele apertadinho mesmo, que cabe o necessário pra sobreviver no dia-a-dia ou então um apartamento que tenha espaço de sobra para abrigar um piano na sala, todas os plantas na varanda, guardar a bike sem atrapalhar a passagem e ainda ter um quarto de hóspedes para receber os amigos por temporadas maiores.

Essa escolha vai afetar diretamente nas suas opções e também no valor de cada uma delas. Tudo depende do momento da vida em que você está: as demandas de alguém que acabou de entrar na faculdade são diferentes das de quem vai se casar e planeja ter filhos, por exemplo. O importante é que você fique confortável: se for apertado demais, você pode se sentir preso dentro de um lugar que é pra ser a sua casa, mas também não faz sentido ter um apartamento super espaçoso se você mal para em casa – nem luxo, nem lixo, tudo na medida!

3. Pesquise bem onde você vai morar

A região da sua nova moradia talvez seja mais importante do que a própria característica do imóvel em si. Fácil acesso ao transporte público ou vias de trânsito que facilite a locomoção são pontos importantes: se o trajeto for muito longo, o desgaste físico pode te consumir no fim do dia. Outro ponto a levar em consideração é o que você gosta de fazer no seu tempo livre: se você gosta de sossego, procure opções em bairros mais tranquilos, sem vida noturna agitada. Caso contrário, morar no centro da cidade pode ser a solução ideal, onde você está perto de tudo e o Uber não vai ficar caro na hora de voltar do barzinho.

Dê uma volta pelo bairro, busque saber ele possui serviços básicos como supermercado, farmácia, comércio, lazer. Todos esses itens são indispensáveis para quem mora sozinho e ter isso por perto vai facilitar sua vida: se você chega em casa e não tem a janta pronta, vai ter que ir ao supermercado – considere que, quanto mais longe, mais fome! É claro que um bom planejamento de compras de mercado mensais pode resolver esse problema, mas sempre preze por algum tipo de conveniência próxima.

Marque visitas e faça muitas perguntas, das mais simples às mais complexas. Repare em todos os tipos de problemas físicos que podem já existir no imóvel, torneiras pingando, lâmpadas queimadas, etc. Garanta que tudo esteja em ordem antes da sua mudança. Circule pelo bairro em diferentes horários e converse com outros moradores. A pior coisa é se arrepender de ter investido suas expectativas (e dinheiro!) em um lugar que não te agrada.

Bônus: se você ainda não tem o Moovit instalado no seu celular, faça isso agora. Ele é tão prático quanto o Waze só que para o transporte público - te explica como chegar em qualquer lugar e quanto tempo vai demorar. Um outra dica é que um bom guia de bairros pode te ajudar no dia-a-dia. O SP Guia Fácil reúne informações de estabelecimentos da cidade toda. Páginas amarelas de todos os bairros de São Paulo, para os que conheceram as listas telefônicas.


4. Considere alugar já mobiliado – ou tenha prioridades na hora de mobiliar

Móveis não são baratos e mobiliar uma casa é algo que leva um tempo. Se mudar pra um imóvel mobiliado é a solução ideal para quem precisa se mudar com urgência e tem pouco tempo livre para se ocupar com visitas a lojas de decoração e de móveis. Economia e praticidade!

Porém você pode ser do tipo “minha casa, minha decoração” – uma das melhores partes de morar sozinha é deixar o seu cantinho do seu jeito. Comprar os móveis, os eletrodomésticos, itens de decoração, tudo isso é muito empolgante, mas não precisa ser feito de uma só vez. Comece pelo essencial, como utensílios domésticos básicos que são necessários para uma vida melhor dentro de casa. Uma parede pintada, um quadro divertido, ou uma decoração de Pinterest podem ficar para uma segunda fase.

Quando a grana fica curta, uma boa saída é pesquisar algumas coisas de segunda mão: nem tudo que é usado está velho ou em mau estado e na internet é possível encontrar vários grupos de compra e venda de móveis usados. Procure pelos itens com pouco tempo de utilização e de marcas já reconhecidas. Uma outra opção é fazer um housewarming com os amigos e pedir algumas coisas de presente. Aproveita pra reunir as pessoas que são importantes pra você, se divertir e equipar a casa – só vantagens!

Para usados, o bom e velho OLX tem de tudo. De tudo mesmo!

5. Você vai ter que aprender a se virar (seus pais vão adorar essa parte)

Sabe aquele papo típico de pais sobre arrumar o quarto, lavar louça, dobrar a roupa de cama? Você até pode não ter mais alguém te lembrando dessas obrigações, mas elas continuarão existindo. Morar sozinho também significa cuidar casa por conta própria e, se você não fizer nada, ninguém vai fazer. Roupas não vão sozinhas para a máquina e nem poeira desaparece de uma hora para outra. A parte boa é que você pode ditar suas regras agora: odeia lavar louça à noite? Uma ótima oportunidade pra acordar mais cedo e limpar no outro dia, rs. De qualquer forma, uma boa manutenção da casa e do imóvel passa por organização e limpeza.

Outra coisa importante: cozinhar. Mesmo que você não goste, saber fazer pelo menos o básico já é um grande passo. Ninguém deveria viver só de comida de microondas. Procure algumas receitas na internet, visite sites/canais que dão dicas de culinária e peça ajuda a amigos e aos seus pais. Um bom motivo para fazer a sua própria comida, é que você também vai economizar bastante já que não precisa gastar seu dinheiro pedindo comida sempre. Não precisa ser nenhum masterchef, mas saber fazer seu próprio alimento é uma das coisas fundamentais para sobreviver na selva de pedra.

O site da Rita Lobo ou então da Palmirinha (<3) tem receitas ótimas e fáceis de fazer!


6. Conheça seus vizinhos

Morar sozinho não significa que você estará sozinho. Você pode até não ter ninguém te esperando quando chegar em casa, mas à sua volta, terão várias outras pessoas que podem te ajudar quando você precisar.

Faça amizade com seus vizinhos e funcionários do prédio: você acabou de chegar, eles já estão lá e conhecem as coisas um pouco melhor – e eles são as melhores pessoas para te passar todas as dicas da região.

Procure ter sempre o contato de alguns, e se mostre a disposição quando eles precisarem. Vocês não precisam ser grandes amigos, mas saber que pode contar com alguém em algum momento de emergência, ou pode estar ao lado de alguém que precise de ajuda, é uma ótima forma de socializar e de se mostrar solidário. E quem sabe vocês não acabam virando amigos?

Pode parecer um desafio sem precedentes, mas temos certeza que é muito gratificante. No começo as coisas podem parecer mais bagunçadas, mas com o tempo, todo mundo acaba encontrando um caminho e uma forma única de se organizar. Um problema por vez e saiba que a Citas está à disposição para te ajudar sempre que possível!

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