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O que é coliving? 5 perguntas - e suas respostas - sobre moradia compartilhada:

Coliving não é uma ideia nova, mas também não é algo comum de se ver por aí - nós estamos trabalhando para mudar isso. Muitas pessoas ainda tem dúvidas sobre o que é o coliving - tudo bem, a gente explica:



Segundo a Common (maior administradora de colivings nos Estados Unidos) coliving é uma forma moderna de vida comunitária, normalmente envolvendo um quarto privado em uma propriedade mobiliada, com áreas comuns compartilhadas. É um meio de vida acessível: para estudantes, trabalhadores, nômades digitais ou mesmo indivíduos que se mudam costumeiramente. É atraente por causa da acessibilidade, flexibilidade, serviços incluídos e pelo senso de comunidade.


Mas, é claro, que existem muitas visões e especificidades mundo afora, por isso é um modelo que gera muita dúvida. Reunimos algumas das perguntas mais frequentes sobre o modelo e que mostrarão, inclusive, como ele pode ser vantajoso para você:


1. O que é coliving?



A ideia central do coliving é compartilhar: os ambientes, as atividades, tarefas e experiências. Além de ser uma moradia compartilhada, o coliving acaba formando uma comunidade: uma reunião de pessoas que possuem interesses, algumas afinidades ou objetivos em comum. Uma consequência desse ambiente é uma interação efetiva, promovendo com que elas realmente se conheçam e façam atividades em conjunto.


Reza a lenda que tudo começou na década de 1970 na Dinamarca, com a comunidade Sættedammen (“A represa de habitação”, em português): inicialmente, cerca de 30 famílias possuíam moradias privadas e compartilhavam espaços de convivência e atividades, como refeições e limpeza de ambientes, grupos de interesse, festas e eventos – uma forma de estimular o relacionamento entre vizinhos.


Este conceito ganhou o nome de co-housing com o arquiteto Charles Durrett, que passou a usar o modelo em empreendimentos nos Estados Unidos – o primeiro, o Muir Commons, inaugurado na Califórnia em 1991: Seguindo a proposta de moradia coletiva, a manutenção da comunidade e da propriedade depende da colaboração contínua dos residentes. Todos os residentes contribuem para a manutenção das áreas compartilhadas e ajudam a preparar uma refeição uma vez por mês para o resto da comunidade. Além disso, todas as decisões que afetam toda a comunidade são tomadas por consenso. O arquiteto hoje mantém a The Cohousing Company, uma organização que acredita no convívio compartilhado como elemento essencial para uma sociedade mais sustentável.


Além das vantagens econômicas, essa noção de comunidade pode ajudar quem é novo em uma cidade a se ajustar com mais facilidade ou então quem procura conhecer pessoas novas – por isso acaba sendo muito comum nas grandes metrópoles. Morar sozinho pode ser solitário, a convivência com outras pessoas garante que se tenha contato com coisas novas e diferentes, além da possibilidade de fazer amigos e contatos.


2. Para quem são feitos os colivings?



Apesar de ser mais atrativo para os púbicos jovens e recém-formados, o coliving pode ser uma alternativa para todos. Como foi acima, a grande diferença entre o coliving e uma moradia compartilhada está na noção de comunidade: a possibilidade de conhecer pessoas novas e de compartilhar o espaço.


Apesar do estereótipo de que o público jovem, estudantes, recém-formados e pessoas mais descoladas são os principais usuários, o coliving é na verdade um produto muito democrático. É para todas as idades, gostos, necessidades e individualidades. A grande oportunidade que o coliving oferece é a possibilidade de conhecer gente nova – e isso é universal, não tem idade específica.


Existem diversos projetos de coliving ao redor do mundo e cada um tem suas próprias regras de admissão, mas de forma geral as pessoas são reunidas por suas afinidades e necessidades em geral – e existe um lugar para todos.


3. Como funciona?

Por ser uma iniciativa inovadora, não existe um modelo fixo de funcionamento – cada coliving funciona de uma forma, com base em acordos que funcionam bem para todos.


Os espaços do coliving, podem ter diversificadas configurações: exclusivamente residenciais ou integrados a um coworking, instalados em uma casa, um apartamento, um andar ou em um edifício inteiro. No geral, cada morador possui o seu quarto com ou sem banheiro e os outros ambientes (como sala, cozinha e as áreas de lazer) são compartilhados. Os ambientes são planejados para favorecer tanto o individual quanto o coletivo: a ideia é fazer com que os espaços incentivem a convivência, mas também garantam a privacidade de cada um.


Muitos dos colivings já incluem a limpeza dos ambientes comuns no pacote , – mas esse é só um dos serviços que normalmente são oferecidos: na hora de fechar o aluguel, também é comum que a empresa tenha um pacote com os serviços e diferenciais que são oferecidos e que, eventualmente, podem ser necessidades do morador. Desde internet e lavanderia, vaga de garagem até espaços com móveis e decoração, prontos para morar. Todos os serviços são pensados e oferecidos sob demanda, para que cada tenha tudo que precisa – e não pague por nada que não utilize.


Além dos serviços, é comum que ocorram atividades de interação entre os moradores, como aulas, uma sessão pipoca, uma refeição... ou mesmo um happy hour para descontrair.


4. E o aluguel?

No geral, o coliving busca ser uma forma de simplificar o processo do aluguel. Os contratos costumar ser mais flexíveis e menos burocráticos, até com duração de semanas. O modelo costuma ser chamado de “moradia por assinatura”, pois funciona de forma muito parecida com uma assinatura de um serviço: você paga pelo que utilizar, por quanto tempo utilizar – e pode ser cancelado a qualquer momento.


Normalmente, o aluguel é feito em um pacote: o valor do aluguel, contas básicas e os serviços que o morador optar por ter. Dessa forma, existe muito mais praticidade na hora de lidar com as burocracias de locar um imóvel. Além disso, os coliving costumam ter diversas opções de acomodação: desde quartos compartilhados, studios para uma ou duas pessoas e apartamentos grandes – garantindo que exista uma opção que cabe no seu bolso.


5. Por que dividir a moradia?



Você já pensou nos princípios básicos para a moradia compartilhada? São eles: colaboração, integração e sustentabilidade.


No momento atual, há o reconhecimento de que compartilhar não se resume apenas em vontade, mas em muitos casos passou a ser necessidade. No coliving, o consumo também é mais consciente: muitas coisas são compartilhadas ou reutilizadas, evitando excessos e desperdícios. Você não economiza não só o dinheiro, como também algumas despesas básicas, dividindo com os outros moradores.


Recentemente, este modelo de moradia vem se tornando cada vez mais popular, muitas vezes resultado de uma forte pressão imobiliária nas cidades mais densas, uma vez que é cada vez mais desafiador oferecer moradia acessível para todos. O conceito também está alinhado com o fortalecimento da economia compartilhada: se dividimos caronas, roupas, bicicletas... Por que não dividir a nossa casa? É sempre bom ter alguém pra conversar, pra pedir um favor, ou mesmo só para saber que nem sempre precisamos estar sozinhos.



Resumindo:


1) Moradias mais acessíveis:

A crescente urbanização aumenta a demanda por espaço e aumento dos preços das moradias em grandes centros urbanos. O coliving aparece como solução para essa questão.


2) Maior flexibilidade:

Este modelo é especialmente interessante para jovens que estão buscando independência, mas querem ter mais flexibilidade – ou seja, não querem ficar presos a um contrato de longo prazo.


3) Busca por compartilhamento não só de espaço, mas de ideias:

O coliving também está bastante relacionado a outro movimento da economia colaborativa: o coworking – modelo de escritórios compartilhados. Neste sentido, a proposta de dividir alguns espaços em comum da moradia é um atrativo e tanto para indivíduos com espírito observador, que querem compartilhar ideias e conhecimento em busca de mais desenvolvimento pessoal e profissional.


4) Impacto ambiental menor:

As pessoas estão cada vez mais conscientes sobre os danos causados no meio ambiente pelas suas escolhas de consumo. Ao compartilhar a moradia, os residentes diminuem a utilização de recursos, causando um impacto ambiental menor.


5) Vida em comunidade:

Movimentos que proporcionam uma vida mais comunitária são uma resposta para o isolamento causado pela vida moderna. Ao invés de viverem afastadas e sozinhas, muitas pessoas veem na moradia compartilhada uma forma de ter acesso a um estilo de vida com mais interação social, com vizinhos/amigos próximos com os quais elas podem contar no dia a dia.

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