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Vivendo sob o mesmo teto: dicas de convivência para a quarentena (e para a vida)

Atualizado: Abr 24

Convivência não é fácil, e isso não é novidade. Nessa nova onda de #emcasa, várias questões associadas à convivência pipocam no cotidiano de todos: seja aqueles que moram com familiares, com amigos, com parceiros, com rommates ou até mesmo sozinho. Até porque conviver com si mesmo já é um desafio – e viver sem companhia pode ser mais difícil do que parece.


Mas se nem tudo são flores, nem tudo também são pedras no caminho. Dividir a moradia é uma forma até bem óbvia de conseguir alguns benefícios, como pagar menos, morar em um lugar mais espaçoso, mais bem localizado, e até escolher sua companhia. Nesse sentido, os co-livings ainda permitem fazer parte de uma comunidade – conceito que vai bastante além da divisão de moradia.



Seja lá qual o formato de moradia, a regra de ouro é que o combinado não sai caro. Pensando nisso, reunimos algumas dicas para quem vai dividir o teto com outras pessoas: nada como abrir o jogo e deixar as regras claras!



1. Tenha um bom planejamento financeiro:


Encontrar algum lugar novo e fazer planos é muito animador, mas é preciso ter os pés no chão. Estabeleça valores que caibam na sua renda, sem fazer malabarismos para conseguir pagar as contas. Imprevistos acontecem (o chuveiro vai queimar justo naquele dia mais frio do ano, você sabe) então é bom deixar uma margem para esses custos. Se possível, faça uma reserva de emergência de pelo menos três meses das despesas fixas, para caso aconteça algum imprevisto.


Lembre-se que é possível que outras pessoas que morem com você dependam da sua contribuição financeira para que as contas fechem no fim do mês.



2. Deixe os ambientes em ordem.


Mesmo que vocês tenham o serviço de uma faxineira, é bom que existam algumas regras de limpeza e organização. Assim como não sobrecarrega ninguém, também não incomoda aqueles que preferem o espaço bem arrumado. Tenha bom senso e mantenha a sua bagunça somente no seu espaço individual.

Usou alguma coisa? Lave logo em seguida, ou combine com seus colegas/familiares um momento específico e que todos concordem para fazê-lo. Uma vez que a cozinha é compartilhada, cada um é responsável pela própria bagunça e deve respeitar o espaço, que também é do outro.


A manutenção do ambiente limpo deve ser um acordo entre as partes, de forma que todos saiam satisfeitos. A faxina pode ser dividida de várias formas: revezamento por cômodos, por períodos (semana, dias) e uma justa distribuição de tarefas é importante para evitar eventuais desentendimentos. É importante que, caso o grupo opte pela contratação do serviço de faxina, todos estejam de acordo com a periodicidade e com os custos associados – e que todos concordem com o formato.


3. O banheiro é sempre um dos ambientes mais complexos.


Por ser um espaço mais íntimo e totalmente associado a higiene, é também um dos locais de maior conflito e incômodo entre moradores.


Busque entender que tipo de coisa incomoda mais a pessoa com a qual você divide o banheiro. Uma pia limpa é importante? Prefere que você não pendure a toalha no box? Existe conflito por espaço nos armários? Nesse caso, o ideal é que exista uma conversa franca sobre limites aceitáveis (ou não) e que o acordo seja cumprido. O ideal é que o espaço tenha restrições claras e que sua limpeza seja feita regularmente, em comum acordo com os usuários.



4. Tenha bom-senso com as visitas.


Visitantes costumam ser outro tema bastante polêmico dentro desse contexto. Algumas moradias já estabelecem regras antes mesmo de aceitar um novo morador: não pode, pode com horários definidos, pode com outros critérios ou pode sem critérios?


Novamente, o melhor dos mundos é que essas coisas sejam sempre conversadas e acordadas e, estes acordos, respeitados. O compartilhamento do espaço também é compartilhamento de parte da vida da pessoa, portanto, das pessoas que fazem parte da vida do morador. Mas essa liberdade nunca deve se sobrepor aos limites individuais dos outros colegas.


É de bom tom sempre deixar os outros moradores pré-avisados, mesmo que as visitas sejam livres. Cada um tem sua rotina particular, e os visitantes não devem atrapalhar nenhum plano sem perguntar antes. Como o espaço não é só seu, tome cuidado para não fazer muito barulho ou falar alto demais principalmente quando seus colegas de apartamento estiverem dormindo.


Imagine você chegar em casa depois de um dia de trabalho e se surpreender com uma reunião informal de várias pessoas desconhecidas na sua sala: com certeza é um incômodo indesejado, a não ser que seja combinado.


Às vezes o roommate também vem com um “mais um”: aquele melhor amigo que sempre aluga o sofá, ou a namorada que passa alguns dias da semana na casa. Isso não é necessariamente um problema, mas é bom lembrar que uma pessoa a mais sempre gera despesas a mais. Tenha bom senso no momento de divisão de despesas para que esses custos adicionais não sejam injustamente repassados.



5. Apartamento compartilhado, comida compartilhada? Nem sempre.


Sabemos que pode ser óbvio, mas os conflitos envolvendo itens de alimentação são muito comuns em moradias compartilhadas. De novo, fica clara a importância de ter regras bem definidas – mesmo que sejam senso comum. Cozinhar junto e dividir despesas é um formato que costuma funcionar, mas consumir alimentos de outros moradores sem o consentimento não é aceitável.


Se você deseja consumir algum item, avise e converse: e mesmo que obtenha o consentimento, busque repor o item o quanto antes.



6. Exercite a flexibilidade: Se acostumar a conviver com novas pessoas é um processo que pode ser demorado – mas não necessariamente ruim.


Cada um possui horários, hábitos alimentares ou hobbies diferentes. Ainda que conciliar os gostos do outro com os seus possa ser um desafio, isso é ótima oportunidade para conhecer coisas novas: aquela culinária que você nunca comeu por falta de companhia ou aquele filme que você ficou de ver, mas nunca viu. Aproveite as novidades.


E também vale dizer que nem todo amigo é um bom roommate e nem todo roommate precisa ser um bom amigo. Muitas amizades de longa data já foram arruinadas com a decisão de morar junto, assim como pessoas que não se aproximam tanto acabam morando junto de uma forma bastante eficiente. É importante que todos estejam na mesma página e dispostos a fazer a empreitada funcionar. Avalie bem essa escolha!


7. Moradia compartilhada, espaço individual.


Nem sempre seu roommate vai ser seu melhor amigo – e está tudo bem, isso não é pessoal! Provavelmente você fará amizades com as pessoas que moram com você, mas é importante respeitar o tempo e o espaço de cada um.


Em momentos de muito convívio, como pode ser a quarentena, uma boa saída é pensar em atividades coletivas: cozinhar uma refeição em grupo, jogar algum jogo, assistir a um filme ou mesmo conversar! Ter pessoas por perto é uma ótima forma de passar o tempo. Mas lembre-se de ter hobbies exclusivamente pessoais: sua independência e diversão continua, mesmo que esteja sozinho em casa.



8. Divida o espaço, não o seu mau-humor.


Teve um dia ruim? Tudo bem, você não é obrigado a ser a pessoa mais simpática do mundo quando as coisas não estão fáceis – mas as pessoas que moram com você não precisam sofrer por causa disso. E isso inclui seus familiares!


Se alguma coisa estiver incomodando, converse com paciência. Está muito estressado? Conte até 10, 50 ou 100 – ou então deixe para conversar depois. Saber escutar e se colocar no lugar do outro é fundamental para conseguir dividir um espaço.

Vale lembrar que é melhor conversar assuntos delicados pessoalmente: evite discussões por mensagens ou por telefone.


9. Por fim: empatia.


Essa é uma dica muito simples e que vale para várias situações além de uma mora compartilhada. Procure sempre entender o outro lado, compreender que aquela outra pessoa também está passando pela mesma experiência de convivência que você. Esse exercício, que deve ser constante, não só evita conflitos como te torna uma pessoa mais agradável no geral.


Compartilhar moradia pode ser uma oportunidade de muito crescimento pessoal, além das facilidades, além dos outros benefícios que já comentamos. Além de aprender coisas novas, descobrir um pouco mais sobre responsabilidade e se tornar cada vez mais independente, é um caminho para conhecer novas pessoas e integrar uma comunidade, mesmo que pequena. Esperamos que essas dicas sejam úteis e lembre-se de sempre procurar tirar o melhor dessa experiência!

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